No 70.º aniversário do seu nascimento

Adriano<br> Correia de Oliveira

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Nas tuas mãos tomaste uma guitarra.
Copo de vinho de alegria sã
Sangria de suor e de cigarra
Que à noite canta a festa da manhã.


Foste sempre o cantor que não se agarra

O que à Terra chamou amante e irmã

Mas também português que investe e marra
Voz de alaúde e rosto de maçã.


O teu coração de oiro veio do Douro

num barco de vindimas de cantigas
tão generoso como a liberdade.


Resta de ti a ilha de um Tesouro

A jóia com as pedras mais antigas.
Não é saudade, não! É amizade.


«Memória de Adriano»,
José Carlos Ary dos Santos



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Cantado por Adriano

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